(Reuters) – O número de americanos infectados por HIV manteve-se estável entre 2006 e 2009, mas infecções aumentaram quase 50% entre jovens gays negros e bissexuais do sexo masculino, segundo especialistas anunciaram nesta quarta-feira (03/08/2011).
Novos dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças nos EUA, revela progressos desde o pico da epidemia de HIV da década de 1980. Mas o aumento acentuado nas taxas de infecção entre homens negros que se relacionam sexualmente com homens mostra que ainda há muito o que fazer.
“Estamos muito preocupados com este crescimento entre jovens gays”, disse o Dr. Kevin Fenton, diretor do Centro Nacional do CDC para HIV/Aids, em entrevista por telefone.
Segundo as estimativas publicadas na revista PLoSONE, houveram 48.600 novas infecções pelo HIV nos Estados Unidos em 2006, 56.000 em 2007, 47.800 em 2008 e 48.100 em 2009. Durante o período de quatro anos, o que equivale a uma média de 50.000 casos por ano.
Mas as comunidades de cor, e especialmente os negros, foram desproporcionalmente afetados. Enquanto os negros representam 14% da população dos EUA, eles representaram 44% das novas infecções por HIV em 2009. Taxas de infecção pelo HIV entre os negros eram quase oito vezes maior do que as taxas em brancos, segundo o estudo.
Hispânicos, que representam cerca de 16% da população, responderam por 20% das novas infecções por HIV em 2009 – uma taxa que era quase três vezes mais elevada do que a dos brancos.
Os mais atingidos, segundo o estudo, são os homens que fazem sexo com homens – o que inclui homens abertamente homossexuais e bissexuais e aqueles que não se identificam como gays ou bissexuais.
Tradução: Cristian Derosa
Original disponível em: http://www.reuters.com/article/2011/08/03/us-usa-hiv-infections-idUSTRE7724SO20110803?feedType=RSS&feedName=domesticNews

