Terrorismo nem tão velado

19 19UTC Janeiro 19UTC 2009

“Se o governo Lula considerasse Battisti como terrorista e bandido, teria, por coerência, que considerar da mesma forma muitos de seus ministros e companheiros”. Percival Puggina analiza de forma equilibrada e certeira a posição brasileira em relação à extradição do criminoso italiano Cesare Battisti.

No fundo da ação do ministro Tarso Genro está a tendência do Ministério da Justiça que discute a Lei da Anistia, sua mais nova agenda.

No artigo de Puggina, outra parte figura como ótimo resumo das ações do governo Lula.

“1º) Lula foi o primeiro presidente do Foro de São Paulo, entidade criada em 1990, nos moldes do Comintern soviético, para “recuperar na América Latina o que foi perdido no Leste Europeu”. Essa entidade congrega partidos comunistas e de várias tendências de esquerda, bem como grupos terroristas do tipo FARC e MIR chileno. 2º) Aqui em Porto Alegre, nas edições do Foro Social Mundial, o governo petista de Olívio Dutra, por duas vezes, atraiu e recepcionou a nata e a borra da esquerda mundial. Não faltou ninguém. 3º) Em 2006, o Brasil concedeu asilo político a Olivério Medina, representante da narco-guerrilha colombiana no Brasil. 4º) Em 2007, sob o impulso de um óbvio comprometimento recíproco com as FARC, Lula comprou um atrito diplomático com a Colômbia recusando-se a declará-las como organização terrorista. 5º) Na última reunião do Foro, realizada no ano passado em Montevidéu, foi prestada chorosa homenagem a Manuel Marulanda, líder das FARC, morto na Colômbia. Um amplo painel, a inspirar o evento, exibia fotos dos seis chefes de Estado que o Foro já detinha em 2008, Lula incluído. 6º) Em 2008, durante os jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, o governo Lula prestou-se para capturar e despachar, via expressa, de volta para o cativeiro de Havana, os dois atletas que se evadiram da equipe. Ambos, hoje, são párias entre os cativos da Ilha dos irmãos Castro. E por aí vai”.


Obama mantém-se longe das suspeitas da mídia

16 16UTC Janeiro 16UTC 2009

O link abaixo contém uma pequena análise do documento que comprova o contato do presidente eleito dos EUA Barack Obama com o governador cassado do estado de Illinois Rod Blagojevich, cerca de uma semana antes do escândalo que provocou a prisão do governador, sob a acusação de tentativa de venda da cadeira de Obama no Senado.

http://www.judicialwatch.org/weeklyupdate/2009/03-obama-blago-scandal-update#anchor1

O documento foi obtido do escritório de Blagojevich, através do Freedom of Information Act, recurso jurídico que obriga os órgãos oficiais a liberar documentos que muitas vezes não tiveram sido investigados.

Estranhamente, o documento citado no link não foi mencionado por qualquer jornal norte-americano e muito mentos pela mídia internacional.

A opção pessoal de jornalistas, decorrida do apelo emocional da candidatura Obama pelo mundo (descartando os apoios de cunho ideológico), tem causado um tipo de omissão que, se não for rapidamente corrigida trará ao mundo uma decepção descomunal por parte dos que acreditavam ser, o primeiro presidente negro da história norte-americana, uma esperança para o mundo.

A experiência mostra que o medo deve sobrepor-se a esperança no caso de líderes políticos populistas.


Deseducação em franco desenvolvimento

12 12UTC Janeiro 12UTC 2009

O Governo brasileiro anunciou, na última quinta-feira (08/01) que quer inaugurar 100 escolas técnicas em 2009.

As informações são do site www.agorams.com.br, com entrevista do ministro da educação Haddad.

“É de suma importância a valorização que está sendo dada à educação profissional. O brasileiro não conviveu com uma situação em que a educação profissional fosse tão valorizada quanto a educação superior, como é no resto do mundo. Em todo o mundo, ela é valorizada, porque nem todo jovem quer acesso à educação superior. Muitos deles preferem a profissional. Na maioria dos casos, a partir dos 15 anos a alternativa da educação profissional já é oferecida, de maneira que o jovem possa decidir, em caráter preliminar, se quer uma vaga na educação profissional. O Brasil chegou a proibir, em 1997, a expansão das escolas técnicas federais”.

Em um país onde os profundos problemas educacionais estão no ensino superior, que formam as bases políticas e culturais nacionais, o pouco investimento em educação se dirige ao ensino técnico que, pouco ou nada vai fazer para tirar o país do fosso de ignorância que o traga desde o início do século passado. Ora, com uma formação técnica, como nas ciências exatas, um governo ganha uma grande e equipada mão-de-obra para efetuar obras faraônicas e planejamentos urbanísticos, coisas que só angariam novos mandatos.

Assim fica livre o caminho para que o governo, somente ele e seus indicados, mantenham-se no comando do planejamento social e comunitário, deixando os técnicos para construir pontes e os símbolos da nova nação que os intelectuais querem construir. Afinal quem vai ensinar estes novos técnicos senão professores formados no “antigo” regime de educação universitária?

Adequada ao tema em questão, a frase abaixo é do escritor e sociólogo gaúcho Percival Puggina e sintetiza o que acontece em nossa educação há décadas ininterrúptas.

“Perdoem-me, então, os pedagogos e professores brasileiros que vão a Cuba, gostam do que vêem e chutam o balde da geração e transmissão do conhecimento em benefício da tal “formação para a cidadania”. O que praticam não é educação e tem nome: estupro ideológico das mentes juvenis. A educação cubana, constitucionalmente comprometida com a formação de uma sociedade comunista não tem como ser boa”.

A opção pela educação técnica ao invés da superior demonstra claramente a opção pela ignorância e pelo servilismo de uma massa que, cada vez mais, embrenha-se nesta era que deveria servir a propósitos maiores, como meio e não fim, de uma construção maior que é a da manutenção das garantias conquistadas pela civilização.

O atual – já quase passado – estágio evolutivo, porém, vai de encontro ao projeto almejado pelos governos que se avizinham e se prostram ao deleite em mal-fadados discursos pré-históricos reunidos do pior que a civilização já produziu.

A melhor forma de desvirtuar qualquer processo é dar ênfase ao seus meios para que seus fins e princípios sejam esquecidos e perdidos os seus significados. Os meios distanciados dos princípios, por sua vez, trazem a pior das mazelas humanas: a criação de princípios e fins que legitimem tais meios.


Diplomacia do terror

9 09UTC Janeiro 09UTC 2009

Trecho de matéria do Estado de São Paulo On Line:

-  JERUSALÉM - O gabinete do primeiro-ministro israelense Ehud Olmert disse nesta sexta-feira, 9, que os contínuos ataques de foguetes palestinos contra o Estado judeu “apenas mostram” que o cessar-fogo para o conflito na Faixa de Gaza proposto pela ONU “é impraticável e que não será adotado pelas organizações assassinas palestinas”. Em nota, o governo de Israel disse ainda que “nunca permitiu que um corpo externo decida sobre seu direito de proteger a segurança de seus cidadãos”, e que a operação militar, que já matou mais de 800 palestinos, continuará em defesa dos israelenses, segundo o jornal Haaretz.

A alegação do Estado de Israel define uma postura teoricamente adotada pela maioria dos países do mundo. A não intervensão externa. Em assuntos de defesa nacional, no entanto, estas intervensões são possíveis, se for para prestar auxílio na defesa dos cidadãos em casos de extremo perigo. Não preciso dizer que não é o caso.

O cessar-fogo da ONU pede a imediata trégua para ambas as partes. Mas como o Hamas não é um Estado reconhecido internacionalmente, não possui qualquer comprometimento com as Nações Unidas (o que não se pode dizer o mesmo da ONU em relação ao Hamas, aparentemente).

É um equivoco é falar de diplomacia, ciência que só se aplica a estados e não a organizações terroristas. A tentativa de negociar com terroristas só eleva a posição deles diante dos estados constituidos e só causa o crescimento dessas facções, coisa na qual a ONU trabalha para justificar a sua existência.


Cumplicidade das Nações Unidas

9 09UTC Janeiro 09UTC 2009

Muitos fatores demonstram a cumplicidade das Nações Unidas a respeito do conflito em Gaza. O governo norte-americano alertou no início, sobre a parcialidade do pedido de cessar-fogo, que vinha somente dirigido a Israel. Agora, podemos perceber que tal cumplicidade vai bem mais longe. Neste vídeo (http://br.youtube.com/watch?v=zmXXUOs27lI) podemos ver um ataque do Hamas, em 2007, vindo diretamente de uma escola da ONU em Gaza. Mas a “mega-ong” nega veementemente a existência de base oculta do Hamas. Pouco ou nada saberemos enquanto a mídia estiver sendo pautada pelas informações cedidas pelo lado palestino.