Farc e os meios socialistas

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As recentes declarações do presidente da Venezuela Hugo Chávez Frias sobre a Colômbia e o seu presidente Álvaro Uríbe têm suscitado inúmeras interpretações, a maioria delas vindas do próprio meio acadêmico onde estão os maiores veneradores dos sistemas populistas e totalitários que trazem o messias Chê Guevara com maior autoridade intelectual do século. Com raríssimas exceções, os debates nacionais estão seriamente carentes de informação sobre a doutrina reinante na América Latina, quando não estão em pleno acordo com ela.

Hugo Chavez já conta com certa hegemonia nos centros universitários latinos e isso não é mero fruto de uma cultura do debate democrático, ao contrário, é resultado de anos de preparação.

Ao dizer que “o Governo da Colômbia é a maior ameaça na América Latina” e o seu presidente, um mentiroso, o caudilho bolivariano nem mesmo pretende com isso resguardar-se do julgamento de quem veja na sua figura a repetição de mil figuras históricas, cujas conseqüências foram consensualmente nefastas. Afinal, não há motivo para se preocupar, pois pacientemente, enquanto o mundo comemorava o fim da Guerra Fria, a Revolução Cultural se encarregou de preparar o terreno ganhando a sonhada hegemonia intelectual.

A diferença entre autoritarismo e totalitarismo é simples: enquanto o primeiro subjulga fisicamente pela força militar, o segundo se encarrega de criar um consenso intelectual que sirva ao modelo desejado.

Em poucos anos, Chávez recriou uma doutrina que por muito tempo povoou os pesadelos das vítimas que ela fez, mas que com a criação do Novo Consenso, virou mero historicismo. Ao chamar George Bush de ‘demônio’, ele demoniza os EUA e o seu modelo. Até aí tudo não passaria do velho discurso da esquerda, não fosse o peso de outras declarações que o aproximam de figuras com Hitler, Mao Tse Tung, Lenin, entre outros personagens da “ficção” histórica que o caudilhismo quer imortalizar.

Recentemente, declarou até que a Colômbia a “Israel das Américas”, principalmente devido ao seu acordo com o “demônio” do norte. Fica fácil então perceber quais são as aspirações do bloco bolivariano. O mais engraçado, no entanto, é quando se diz que as Forças Armadas Revolucionárias da Côlombia (FARC) surgiram de doutrinas marxistas, mas que se desviaram para o narcotráfico, quando se sabe que todos os teóricos marxistas apoiaram abertamente o uso de quaisquer meios para que se chegue ao almejado fim socialista.

 Farc

 

 

 

 

 

 

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