O ‘conforto dos bajuladores’

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Os que quiseram discordar de George W. Bush, em seu discurso em Israel, tiveram de fazê-lo na mais absoluta cautela. Compreensível. O presidente norte-americano falou sobre terrorismo e evocou a antiga e ainda forte posição dos EUA sobre a não negociação com terroristas.

Disse o presidente:

Há quem acredite que nós deveríamos negociar com terroristas, como se houvesse algum argumento engenhoso capaz de persuadi-los de que estão errados todo este tempo. Nós já ouvimos essas tolices antes. Quando os nazistas invadiram a Polônia em 1939, um senador americano declarou: ‘Deus! Se nós ao menos tivéssemos conversado com Hitler tudo isto teria sido evitado…!’ Nós temos obrigação de chamar este tipo de ilusão pelo seu verdadeiro nome: trata-se do falso conforto dos bajuladores, que repetidas vezes foi desacreditado pela História”.
Impossível discordar de uma afirmação dessas. Digo impossível, referindo-me à impossibilidade das pessoas bem intencionadas e que possuem um mínimo de noção sobre o que estamos dizendo quando falamos em terrorismo. Falamos de Al Qaeda, de Farc, de Hezbollah, ETA, IRA e tantos outros. Negociar com terroritas é, sim, coisa reservada á terroristas.
Nazismo foi um terrorismo de Estado. Tal como o fascismo, comunismo, anarqusmo, entre tantos outros “ismos” que se difundem pela via libertária para ganharem a bajulação de intelectuais acomodados com o status quo, que nem mesmo sabem o resultado do que dizem, fazem ou deixam de fazer.
Se é perigosa a relação do Brasil, Venezuela e Equador com os terroristas das Farc? Claro que é. Perigosa, aliás, é a relação do Brasil com a ONU, esta que considera a Amazônia um território internacional. Sim. Este mito finalmente torna-se realidade e foi dito recentemente em reportagem do New York TImes.
Não negociar com traficantes, terroristas e afins, significa não aceitar a ameaça à vida como barganha para o que quer que seja. Refém é, em todos os casos, a instituição milenarmente conquistada, da liberdade civil, individual e nacional. Não fazer concessões á meliantes e sequestradores, quer dizer não suportar que façam a troca da sua liberdade por sua vida. A liberdade é bem maior do que a vida. Ao entregá-la a um aproveitador, o cidadão perde o que tem de mais valioso, afinal, que vale a vida sem liberdade. Deste modo, cabe ao Estado, ou aos Estados, defenderem-na como pressuposto da vida humana. E nada mais.

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